Ultimamente tenho conversado muito com mamãe a respeito da sua origem, das lembranças que ela tem do passado, do local onde nasceu, como vovô e vovó se conheceram e perguntei onde ela tinha realmente nascido. A resposta veio: nasci em Aliança mas não me lembro de nada de lá. Muitos afirmam que a nossa família vem de um lugarejo chamado Macuco onde tudo começou. (Isto é motivo até de chacota). Comecei a pesquisar algumas fontes e encontrei umas informações interessantíssimas. Imprimi todo o material, com fotos inclusive, e levei para mamãe ler. Achei o maior barato como ela ficou feliz e me disse: "é a primeira vez que vejo o lugar onde nasci, não me lembro de nada porque saí de lá aos 3 anos de idade, se Helena estivesse aqui talvez se lembrasse de alguma igreja. "
Localizada no município de Itabira, a 86 km de Belo Horizonte atualmente, a cidade onde começou a história de nossos avós, chama-se na verdade IPOEMA. Ipoema já se chamou
Estalagem, Pouso Alegre, Aliança e Santo Afonso da Aliança, mas foi em 1943 que teve seu nome oficializado: Ipoema – “Ave que Canta.
Ipoema pertence ao Circuito do Ouro e Circuito Estrada Real. Conforme trecho do site http://www.desvendar.com/
"Ipoema tem sua história resgatada pela Estrada Real com a criação do Museu do Tropeiro, quando uma exposição foi criada pela comunidade local para mostrar os apetrechos usados pelos tropeiros antigamente, valorizando assim a cultura tropeira. "
Localizada no município de Itabira, a 86 km de Belo Horizonte atualmente, a cidade onde começou a história de nossos avós, chama-se na verdade IPOEMA. Ipoema já se chamou
Ipoema pertence ao Circuito do Ouro e Circuito Estrada Real. Conforme trecho do site http://www.desvendar.com/
"Ipoema tem sua história resgatada pela Estrada Real com a criação do Museu do Tropeiro, quando uma exposição foi criada pela comunidade local para mostrar os apetrechos usados pelos tropeiros antigamente, valorizando assim a cultura tropeira. "
Para quem não sabe, nosso avô, José Dias Duarte era tropeiro. Os tropeiros eram
responsáveis por conduzir tropas de burros e mulas carregados de alimentos que abasteciam Diamantina. Ao sair da região seguiam rumo ao Rio de Janeiro para descarregar as riquezas de Minas que dali seguiam pra Europa. Eles também exerciam outras atividades como correio, emissário oficial, transmissor de notícias, intermediador de negócios,aviador de receitas e encomendas e portador de bilhetes e recados.
Eles tinham que ter uma alimentação bem simples, embora farta: carne seca,
feijão, angu, farinha de mandioca, torresmo e café feito com rapadura, era o que os sustentava em suas longas viagens. Bebida alcoólica nem pensar! Só uma reserva de cachaça que servia como remédio ou esquenta-peito nas noites chuvosas. Vovó Aninha contava que numa destas noites chuvosas, após dormir com a roupa ensopada de chuva ele adoeceu pegando aquela asma que o acompanhou pelo resto da vida (muitos devem se lembrar disto).

responsáveis por conduzir tropas de burros e mulas carregados de alimentos que abasteciam Diamantina. Ao sair da região seguiam rumo ao Rio de Janeiro para descarregar as riquezas de Minas que dali seguiam pra Europa. Eles também exerciam outras atividades como correio, emissário oficial, transmissor de notícias, intermediador de negócios,aviador de receitas e encomendas e portador de bilhetes e recados.Eles tinham que ter uma alimentação bem simples, embora farta: carne seca,
feijão, angu, farinha de mandioca, torresmo e café feito com rapadura, era o que os sustentava em suas longas viagens. Bebida alcoólica nem pensar! Só uma reserva de cachaça que servia como remédio ou esquenta-peito nas noites chuvosas. Vovó Aninha contava que numa destas noites chuvosas, após dormir com a roupa ensopada de chuva ele adoeceu pegando aquela asma que o acompanhou pelo resto da vida (muitos devem se lembrar disto).Hoje Ipoema é atração turística de Minas. As lindas cachoeiras são umas das atrações naturais da cidade. Outros pontos turísticos são o Museu do Tropeiro, o Morro do Redondo e as fazendas tradicionais.
Ao lado a Cachoeira do Macuco.
Leiam mais sobre a histótria da cidade de Ipoema em
http://www.desvendar.com/cidades/ipoema/programacao.asp
Ao lado a Cachoeira do Macuco.
http://www.desvendar.com/cidades/ipoema/programacao.asp
Vale à pena conferir e quem sabe a gente não combina um passeio até lá para sentir de perto a energia? Lá existem excelentes pousadas. Vamos lembrar do tempo de Rio Acima galera? Fala aí Fiota voce que adorava ir para a casa de Tidona em Rio Acima!
Um abraço a todos.
4 comentários:
Nos últimos meses, tenho frequentado uma casa de repouso para idosos (minha sogra está lá). Tenho visto a importância de valorizar o passado, a história das pessoas. O que fica da gente é o caminho que a gente percorre. Muito interessante essa redescoberta das nossas origens; é hora de refletirmos sobre o que deixamos no percurso (pedras?, flores?). Muito bem, Solange, mais uma vez, vc acertou na mosca!
Solange,
Sensacional esta matéria. Estava sem poder acessar o site, mas quando li, fiquei muito feliz porque sempre tive curiosidade e uma grande vontade de resgatar nossas origens. Acho isso de uma riqueza sem tamanho.
Quando estive em BH mamãe me falou desta matéria, mas não tinha tido oportunidade de ler o texto. Agora vendo no site achei espetacular. Acho que podíamos nos aprofundar mais neste contexto quem sabe descobriríamos muito mais informações do que o que sabemos hoje.
É uma oprotunidade de saber que tem um pedacinho de nós espalhado por essas MInas Gerais.
Parabéns por mais esta iniciativa.
Soraya
Soraya, meu objetivo é esse. Resgatar um pouco do nosso passado. Contam tantas histórias que fico curiosa. Se alguém puder contribuir com informações, mãos à obra. Fiota, vc pode dar alguma dica?
sola,
Puxa! Muito legal esta matéria.
Seria o máximo se ainda conseguissemos juntar a familia para resgatarmos mais de perto estas lembranças.
Talvez um encontro em uma pousada!
vamos gente! Anda logo!
Neidola,talvez vc consiga esta façanha.
bj
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