Quero registrar, para aqueles que não souberam ou não tiveram oportunidade de conhecê-lo, o falecimento do Vavá - tio Vavá para a maioria.
Foi na madrugada da sexta-feira, dia 11 de julho. Já era esperado pela fragilidade do estado dele, após múltiplos AVCs e insuficiência respiratória e cardíaca.
Estivemos lá na casa de Mariinha com ele na noite da quita-feira dia 10, para que pudéssemos ter o último contato e principalmente para que mamãe se despedisse pois ele já estava bem fraquinho.
Mamãe está muito triste, embora sempre levantando o astral, já que agora só sobrou ela dos 10 irmãos.
Vavá ou Oswaldo Dias Duarte era o caçula da família de José Dias Duarte e vovó Aninha, irmão de tia Helena, Tia Elza e Oliveiro.

Vejam na foto ao lado o estilo "Vavá" (à esquerda), corpo malhado, sem camisa, bermudas, cabelo penteado e barba sempre bem feita. Com ele os sobrinhos Danilo (de chapéu), Branca e Marquinho. Esta foto foi na casa de tia Helena à rua Genoveva de Souza na Sagrafa Família.
Temos lembranças ótimas e super engraçadas dele quando mais novo. Coração bom, só não podia mexer com ele que o bicho pegava. Era admirado também por sua aparência de atleta, sempre "malhado" - e naquela época não tinha academia não viu? Era na base do levantamento de peso do "dia a dia" - quando trabalhava na Fundição da Escola de Engenharia da UFMG. Quem não se lembra dos cinzeiros, anéis, halteres e até revólveres que ele fundia e trazia para a gente ver?
Joana, que mora em Guarapari, e Maria ou Mariinha, cresceram com ele e ficaram em sua companhia em casa de vovó ate´ se casarem.
Depois da morte de tio Neguito, em Novembro de 1973 , tempos depois, Vovó Aninha, já sem condições de ficar sozinha, ficou uns tempos em casa de tia Helena, depois em casa de mamãe tendo por fim ido morar com Maria até vir a falecer no início de 1983.
A foto acima, enviada pela Juliana, foi tirada no dia do casamento do Getúlio irmão de Joana , em 15/11/1973, na véspera da morte do tio Neguito. O Chris, meu filho tinha nessa época 20 dias de nascido. Clique na foto para ver ampliada, vale à pena, principalmente para quem não conhecia o tio Neguito.
Da esquerda para a direita: vovó Aninha de mãos dadas com tio Neguito o seu xodó, tia Helena, Marcinha (ao fundo), tio Michel e Joana D'Arc.
Vavá também morou uns tempos na casa de mamãe, indo depois, definitivamente, a partir de 1984 morar na casa de Maria, onde ficou durante 26 anos.
Na foto acima, a época em que ele morava na casa de mamãe, já mais maduro, porém no mesmo estilo sem camisa, junto com Branca, mamãe e Mayra.
E por falar em Maria, adotada aos 3 anos de idade pela vovó Aninha, quero ressaltar aqui como ela foi dedicada, principalmente nos últimos anos, assumindo totalmente os cuidados dele, ajudada pelos seus filhos Juninho, Cilene e Carolina. Formaram uma nova família.
Como ela mesma disse: "Deus quis que eu entrasse para essa família porque eu tinha uma missão: cuidar de mamãe (vovó Aninha) e de Vavá".
Maria, voce e seus meninos são 10 e sua família está muito bonita.
Nas mensagens que recebi da Juliana, ela diz que sua mãe Joana D'Arc sentiu muito a falta do companheiro Vavá que deixou muitas lembranças.
Que ele descanse em paz!
19 comentários:
Sol, ficou linda a homenagem ao Tio Vavá! Muito saudosa. Sempre quando ouço as historias de mamis acho engraçado, pois sinto saudades que algo que não vivi, não sei se isto tem alguma explicação. Tia Elza sinta saudades sim da sua familia que já esta nos braços no Nosso Pai Celestial, mas tenha cada dia mais força e alegria para viver a familia linda que os bisos Vovô José e Vovó Aninha construiram.
Meu abraço carinhoso a todos integrantes desta "LINDA FAMÍLIA"
Oi JU. Vc está em perfeita sintonia com nossa familia. É por isso que vc consegue sentir tudo como se tivesse vivido naquela época. Poer exemplo, Zidra, filha da tia Lourdes, sempre se inspira no espírito de vovó Aninha quando vai fazer uma cirurgia ou tratar algum paciente mais complicado, mesmo sem ter tido intimidade com ela. Isto é vibrar na mesma sintonia. Muito legal isto e obrigada pelo elogio à matéria.
Mãe,como sempre você surpreendendo e emocinando a todos.
Achei muito lindo fazer esta homenagem a tio Vavá, um tio que amava muito.
Me lembro de quando morávamos na rua Loureto Couto, vovó Elza faia bolo e eu e tio Vvá batíamos a cara em neve. Aprendi a bater clara em neve com ele, com aquela força no braço, baedor de claras ou o garfo. Muito gostoso aquilo!!!
Outros momentos inesquecíveis foram a de miha infância, que passei a maior parte na casa de tia Maria, com Cilene e Juninho.
Quando eu acabava de chegar na casa dela, tio Vavá perguntava:
- Quer chá mate Mayra? E fazia o chá mate mais gostoso que bebi até hoje!
Deixará saudades! Com certeza iremos nos encontrar por aí!!!!
A imagem que tenho de Vavá é de uma pessoa fiel, dedicada, humilde, apesar de todo aquele jeito explosivo, grande coração. Tinha muito tempo que eu não o via e quero me lembrar dele como nessas fotos. Descanse em paz, Vavá! Ainda bem que Tia Elza está tão bem, espírito jovem e cheio de vida. É isso aí! Parabéns, Solange, pelas matérias.; estão cada dia melhores.
Realmente dolorido ver as fotos de um tio Vava fortão , brincalhão.
e hoje n esta mais entre nos.
esteja em paz, tio Vavá.
Ele sempre comprava doces para mim.
Endosso plenamente os comentários anteriores. Uma das lembranças que tenho dele, Vavá, foi em uma viagem que fizemos com o Tio Neguito, naquele Jipe sem capota (não era aquele que Getúlio destruiu ao voltarmos de uma festa). Como sempre, Getúlio, Danilo e eu, com Vavá e Sô Neguito. De repente uma batida de frente com um caminhão, com os veículos saindo para o acostamente. Saimos do Jipe com alguns arranhões. O motorista do caminhão desceu enfurecido, com um revolver na cintura. Quando Vavá viu aquilo, foi até o Jipe e voltou com dois, um de cada lado. O cara ficou mais calmo e aceitou um acordo. Lembram disso Danilo e Getúlio?
Também lembro dele trabalhando campus da UFMG, na fundição, quando eu estudava no Colégio Técnico, nos idos de 70. Era um touro. É isso aí Vavá, valeu.
Solange, exelentes as metérias. Dignas de sua competência. Abraços a todos.
Corrigindo - matérias e não metérias.
Olá a todos, mamis vai usar meu nome para contar ums história de Tio Vavá:
Olá para todos, aqui e Joana Darc, estou escrevendo em nome de Juliana pois ainda não consegui acertar o meu convite ( coisas de iniciante na net)
Quero contar um epsodio do Tio Vavá que jamais esquecerei como era forte o Tio.
Fomos a uma festa em Rio Acima na casa de Tidona, na volta entramos no trem e esquecemos de vovó e tio Vavá, como trem ja havia partido ti Vava pegou Vó Aninha no colo, correu atrás do trem e colocou vovó no primeiro degrau do ultimo vagão, vcs se lembram?!? Era ou não era um heroi?!?! Bjusss a Todos.
Solange estou achando lindo seu blog, só aumenta minha saudade, estou doida para encontrar com todos juntos novamente.
Joana, esse fato ocorrido em Rio Acima que voce contou ainda tem o complemento da história. Com o trem em movimento, ao saber que mamãe e tia Helena não tinham embarcado (a conversa não deixou), ele pegou vovó de volta para a plataforma e depois Soraya que era menininha ainda e foi aquela zorra depois dentro do trem, quando as tias, que entraram em outro vagão, souberam que vovó e Soraya tinham ficado. Daí vcs fizeram aquela caminhada de 14 KM de volta a Rio Acima para encontrar Soraya e vovó.
Foi engraçado depois do aperto.
Outro caso engraçadíssimo sobre ti Vavá que não me sai da lembrança: Eu tava no portão da casa de vovó na rua Campeste, Sagrada Família e encontro vavá ao lado de seu cavalo "Sem Lei", sem camisa, calça estilo índio apache, cinturão e 2 revólveres de bronze.
Vi que ele pegou 2 pombos pela cabeça, 1 em cada mão e começou a girá-los até que tombaram os 2 no chão sem as cabeças; não sei se ele matava galinha dessa forma também. Depois deu aquela gargalhada famosa que todo mundo conhece.
solange primeiro parabens voce e show imagine um caso com vava ,eu estava mais ou menos com uns 8anos,quando vava me ofereceu uma egua do exercito para eu ir dar uma volta montei nela em pelo, o cavalo desparou,fui parar na praca da sagrada familia ,e quando ele chegou para me socorrer ainda caiu na gargalhada e tia elza,tia elena e vovo quase morreram do coracao e ele ria sem parar.
o comentario a cima alega ser de gra mas sou eu neide quem postei usando o blog da gra.
Branca, ainda falando de tio Vava,
voce se lembra quando tio Vava vinha almocar e nos ficavamos
prestando atencao na velocidade c/que ele comia a folha de alface. Acho, que o apelido de Pato era por tracar uma folha tao rapido ne. Agente achava incrivel e riamos
ate... Nos e ele
Branca, ainda falando de tio Vava,
voce se lembra quando tio Vava vinha almocar e nos ficavamos
prestando atencao na velocidade c/que ele comia a folha de alface. Acho, que o apelido de Pato era por tracar uma folha tao rapido ne. Agente achava incrivel e riamos
ate... Nos e ele
América!
Seu comentário é como se estivéssemos naquela época. Eu ri demaisssssssssss!!!
Solange, parabéns pelas publicações!
Nâo posso deixar de registrar aqui quando fomos levar tio Vavá ao médico e ele foi avisado que deveria fazer uma cirurgia de urgência ou teria sérias complicações. Ele saiu do consultório, perguntamos como íamos fazer e ele disse:
Não vou cortar pescoço nenhum, em mim ninguém mexe. Quem corta pescoço é galinha!!! Outro fato muito engraçado é quando ele ia assistir televisão à noite. Detalhe: tinha que ser ajoelhado com os cotovelos apoiados em um banco e papai escolhia a programação. Começava então o programa : J. SILVESTRE - ESTA É A SUA VIA... Nossa mãe! Ele ficava fulo da vida e dizia: Tantas pessoas morrem na vida porque esta peste deste homem tem que ficar vivo! Não posso deixar de registrar quando ele foi pregar um quadro para mamãe e machucou o dedo. Ele falava com o martelo. Olha lá. Eu não tô de brincadeira não! Tô trabalhando! Tio Vavá. Onde quer que vc esteja desejo que a Luz Divina te ilumine sempre!.
Gente, os comentários tão hilários (rrsssss). Branca, e para completar o caso do martelo no dedo, eu me lembro que ele falava puto olhando pro martelo: "Num começa com paiaçada não!!!".
Engraçado demais!!!
Eu não resisto e vou colocar mais um. Danilo conta que quando eles iam pescar com ti Niguito (Marquinho, Getulio, ti Niguito, Vavá e tio Oliveiro), ti Vavá ficava caladinho atrás dos pescadores; todo mundo concentrado esperando alguma fisgadinha e de repente ele pulava no rio espalhando água prá todo lado, acabanco com a pescaria. O que tio Oliveiro xingava não tem no gibi. E prá variar Vavá dava aquela gargalhada famosa. Quá, quá, quá!!!
Gente esse comentário é de mamãe (TIA ELZA). Mais uma de ti Vavá: antigamente era costume colocar as imagens dos santos dentro de um Oratório com portinha de vidro e tudo mais; pois bem vovó Aninha acendeu uma vela, abriu a porta do oratório, colocou a vela para rezar. Vavá chega na porta, vê a cena e fala naquele tom de voz alto: "Mas será possível que essa santa não enxerga essa vela do lado de fora? tem que abrir a porta? Mas que diabo!!! Curuz!". Só ele mesmo rrsss.
Sol este blog é mesmo um barato!!!
Tio Vavá, quem diria hein?!! Conviveu tão pouco nos últimos anos de vida com seu parentes mais próximos, mas que nos tempos áureos conseguiu deixar entre nós muitas recordações alegres.
Eu mesma tenho algumas histórias para lembrar. Uma delas foi traumática para mim, eu era pequena, mas lembro da cena de ficar na plataforma do trem até hoje. O medo de ficar sozinha sem mamãe e vovó deu pânico, mas Tio Vavá naquele dia foi um herói e deu tudo certo pois ele salvou nós duas, eu e vovó Aninha.
No outro caso as pessoas me contam que eu era muito manhosa e chorona quando pequena, tinha medo de tudo.
E nós, lá de casa, fomos passear em uma cidade do interior, numa fazenda, sei lá e eu não queria de jeito nenhum pisar na grama e nem na areia, porque dizia que machucava o pé e Tio Vavá é que tinha que me carregar. Ele falava para mamãe, ô menina enjoada essa (nicó), apelido que ele me dava quando pequena.
quando fomos nadar na piscina, eu não queria entrar de jeito nenhum porque tinha medo. Ele esperou que eu me distraísse e simplesmente me jogou na piscina e disse Tomô... Isso é para você aprender a nadar. Não sei se foi certo ou errado, só sei que eu perdi o medo de água e passei a gostar de nadar.
Tio Vavá onde quer que você esteja que Deus te abençõe, descanse em paz. Muitas lembranças suas vão ficar sempre na memória, principalmente quando morou um tempo lá em casa.
Beijos a todos
Soraya
Postar um comentário